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segunda-feira, 8 de março de 2010

MARK FILHO DE MARJEY (MAH)

Como esquecer de você?

Como esquecer deste sorriso que me viu nascer...

Como esquecer deste olhar capaz de curar qualquer tristeza,

Como esquecer desta beleza imensa que é derramada de dentro pra fora...

Como Mãe, como esquecer de você?

Não existe dor entre a distância que vivemos;

Existe saudade, existe lembrança, existem muitos momentos que fomos felizes e que revivemos sempre.

Mas diante de tudo o que choramos, você pelo seu lado e eu pelo meu, sentimos que nossas lágrimas forjaram nosso amor eterno e incondicional.

Sabe, Mãezinha isto é próprio de você... Amar... sempre Amar..., não importa a distância nem quanto sofrimento possa haver por este Amor...

Muitas coisas mudaram em sua volta, neste tempo que vive agora. Mas dentro de você nada mudou...

Pois posso sentir seu abraço gostoso e terno, e reparador, e divinamente belo, toda vez que preciso...

Eu amo você Mãe, da forma como nunca pude falar...

Amo você pelas suas verdades, pela sua cumplicidade, pelo seu respeito, pela sua Fé e pela sua força de superar obstáculos durante toda sua vida.

E, pode ter a mais pura certeza de que sou muito feliz por seu filho.

Afinal, você permitiu que eu vivesse minha vida, meu sonho, enfim sempre respeitou minha identidade: nunca impôs limites, apenas me avisou que eles existiam.

Sabe Mamãe... é assim que gosto de vê-la, de bem com a vida, livre e leve como o ar, e acreditando no futuro.

Eu só tenho a agradecer a você tudo o que pude viver e, sempre ser protegido por você.

Amo você Mãe,

Mark

Léo S.Bella    08/03/2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Eva e Adriana sua filha

Olá Adriana Ramos Cruz, filha de Evanilde Ramos dos Santos.

É difícil seguir em frente quando não existe motivação para a própria vida. Tudo parece confuso. Tudo parece obscuro e nada tem um sentido prático.

Este é o momento crucial onde a agonia se faz presente. A agonia entretanto é benéfica pois é exatamente neste momento que se abre uma janela para o aprendizado, porém, a Angústia não. E a Angústia representa todas as perdas que ocorreram e, se transforma num verdadeiro calvário para quem a vive.

É um sofrimento intenso. É como se fosse um sofrer eterno. É como se toda a humanidade conspirasse contra qualquer atitude sua, por mínima que seja.

Para entender isto de uma forma que a Depressão não se instale em sua vida, olhe sempre pra frente e de cabeça erguida e procure dentro de suas memórias e de suas recordações reviver a saudade de ter vivido bons momentos, pois ao final de tudo, somam-se apenas momentos. E, entenda momentos podem fazer parte da bagagem transcendental.

Adriana, minha filha, assim é a vida. Sei que você luta com todas as forças para tentar suportar minha ausência, mas além de ser a vontade de Deus, minha partida foi uma conseqüência natural da vida.

Nunca abandonei você, nem seus irmãos. E, também nunca os abandonaria, porém cada um tem uma relação comigo de uma forma. Cada um sente a vida de uma forma. E, você, minha filhinha, entende e sente a vida também da forma que sempre estivemos juntas e capazes de sentir nosso Amor.

Hoje quero falar somente com você. Pois sinto que em seu peito bate um coraçãozinho que muitas vezes mais apanha do que bate. Mas isto faz parte de sua vida, porque você sempre foi especial e sempre requereu mais carinho e atenção, até por conta de sua saúde.

Eu parti é verdade, estou bem e a cada momento podendo viver mais e mais as benesses espirituais. A vida aqui é maravilhosa. E, somos apenas luzes.

Estou tranqüila, minha filha, sem recordações maléficas, que possam interferir em minha caminhada. Estou realmente me sentindo protegida por Deus.

A comunicação não é uma coisa simples e fácil, até porque a morte deve encerrar seus próprios mistérios afim de que a vida não seja banalizada.

Adriana, estou sempre com você minha filha, muitas vezes até tropeço em alguma coisa sua. Outro dia a pia estava cheia de pratos e coisas para serem lavados e, eu fiquei observando aquele momento com saudade. Ah! Que saudade de quando lavávamos as louças, sempre conversando e fazendo tarefas. Era muito bom...

Estou, neste momento, orando, em um lugar alto e maravilhoso para que sua saúde se restabeleça logo, por isto te peço, minha filha querida, não se abandone aos pedaços pelos cantos, lute porque sua vida tem que continuar, porque você tem uma missão para cumprir.

Que Deus te proteja, como sempre me protegeu e cuidou de mim.

Eva.

Léo S.Bella    02/03/2010

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Olá Valma Mãe de Pedrinho

Seu nome não começa com S de saudade, ou de solidão...

Porque além do que todos podem ver, o esse gravado em teu peito é de Solidária.


O V da Vitória não enfeita apenas seu nome, lhe dá significado; e, confere ao seu peito o real sentido do que seja Verdade.


Mas é por estes caminho apenas que caminhei. Caminhei por tuas lembranças; todas doces lembranças que amargam em sua boca conferindo o gosto do fel, quando você se recorda do filho tão querido, tão amado, tão pretendido, tão cuidado.


Talvez a palavra que você deva usar, seja tão. Um adjetivo tão, mas tão, forte e importante como este amor e carinho que você conserva no peito. E, tudo isto tem nome: Pedrinho.


Eu sou um mero entregador de cartas que caminha sempre por lugares distantes e diferentes, então minha amiga não sei julgar.


Aliás, não julgo Nada e, desta forma não sei o que dizer sobre a ausência de seu filhote tão querido. Isto apenas me comove, me emociona porque a natureza fez a espiga completa, não um sabugo sem seus grãos de milho. Assim é que são as Mães quando perdem seus filhos.


Mães não nasceram para perder nunca.


Mães não foram preparadas para dar à luz e viver nas trevas.


Mães, minha querida, são todas iluminadas e, são os únicos seres que podem se confrontar com Deus, cara a cara e lhe pedir explicações.


É quase Natal, faltam apenas algumas horas e pra você minha amiga falta tudo... porque falta Pedro.


Sou um velho ermitão que vive isolado num lugar distante por opção, mas nunca me fiz ausente em nenhuma circunstância desta vida.


Ouvi seu clamor e, sei que em matéria de amor, carinho e gerar um filho você tem muito a me ensinar e, eu com esta minha carcaça velha posso apenas estender minha mão e segurar a sua com firmeza, e nunca deixar que você caia sobre si mesma, ou em alguma armadilha do destino.


Se precisar, minha amiga, conte cegamente comigo, apesar de não ter nada para ensinar a voce, eu posso ouví-la, Valma.


Léo S.Bella  23/12/2009