Mãe, você precisa sorrir sempre para prosseguir em sua busca.
Mas abrace-me dentro de seu peito e chore tantas e quantas vezes precisar para poder sorrir novamente.
A morte chegou e eu não fiz quase nada...
Foi muito pouco tempo de vida que tive para tentar demonstrar que eu poderia ir além do que impunham minhas limitações.
Não nasci em berço de ouro mas pude ter todo o amor do mundo e cumplicidade dado por minha mãe.
Muitas vezes entre crises e momentos de ternura, pude ver nos olhos de minha mãe a sua raça, a sua sanha de guerreira ímpar que sempre lutou para que eu estivesse bem.
Sempre eu fui acompanhado por você e a primeira pessoa a ter a sensação de minha partida foi você. Aliás, naquele dia eu nunca deveria ter ido trabalhar, talvez assim aquele acidente não tivesse acontecido.
Mãe eu sei que apesar de ter passado alguns anos pra você ainda parece ter sido ontem. E, eu sinto que ainda foi agora há pouco, tenho junto de minhas orações, minha irmã, meu pai e você. E, muita coisa para explicar. Eu sei que tua vida não está sendo fácil e que sua rotina está bastante alterada, mas quero dizer que a saudade que você sente é de igual valor para mim, não importa o que digam. Sua vida está atribulada embora você tente compensar tudo com sua correria habitual, mas eu sei que está difícil e que você se esforça bastante para seguir. Por isto que eu amo você, pela sua fé, força e garra.
Mãe tenha fé em sua vida e cumpra o seu papel em direção ao destino de sua vida porque o que todos chamam de morte não é mais que uma passagem.
Deus te proteja, neste momento difícil que não posso estar ao seu lado.
Daniel.
Dez/ 2009
Léo S.Bella 20/01/2010
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Olá Valma Mãe de Pedrinho
Seu nome não começa com S de saudade, ou de solidão...
Porque além do que todos podem ver, o esse gravado em teu peito é de Solidária.
O V da Vitória não enfeita apenas seu nome, lhe dá significado; e, confere ao seu peito o real sentido do que seja Verdade.
Mas é por estes caminho apenas que caminhei. Caminhei por tuas lembranças; todas doces lembranças que amargam em sua boca conferindo o gosto do fel, quando você se recorda do filho tão querido, tão amado, tão pretendido, tão cuidado.
Talvez a palavra que você deva usar, seja tão. Um adjetivo tão, mas tão, forte e importante como este amor e carinho que você conserva no peito. E, tudo isto tem nome: Pedrinho.
Eu sou um mero entregador de cartas que caminha sempre por lugares distantes e diferentes, então minha amiga não sei julgar.
Aliás, não julgo Nada e, desta forma não sei o que dizer sobre a ausência de seu filhote tão querido. Isto apenas me comove, me emociona porque a natureza fez a espiga completa, não um sabugo sem seus grãos de milho. Assim é que são as Mães quando perdem seus filhos.
Mães não nasceram para perder nunca.
Mães não foram preparadas para dar à luz e viver nas trevas.
Mães, minha querida, são todas iluminadas e, são os únicos seres que podem se confrontar com Deus, cara a cara e lhe pedir explicações.
É quase Natal, faltam apenas algumas horas e pra você minha amiga falta tudo... porque falta Pedro.
Sou um velho ermitão que vive isolado num lugar distante por opção, mas nunca me fiz ausente em nenhuma circunstância desta vida.
Ouvi seu clamor e, sei que em matéria de amor, carinho e gerar um filho você tem muito a me ensinar e, eu com esta minha carcaça velha posso apenas estender minha mão e segurar a sua com firmeza, e nunca deixar que você caia sobre si mesma, ou em alguma armadilha do destino.
Se precisar, minha amiga, conte cegamente comigo, apesar de não ter nada para ensinar a voce, eu posso ouví-la, Valma.
Léo S.Bella 23/12/2009
Porque além do que todos podem ver, o esse gravado em teu peito é de Solidária.
O V da Vitória não enfeita apenas seu nome, lhe dá significado; e, confere ao seu peito o real sentido do que seja Verdade.
Mas é por estes caminho apenas que caminhei. Caminhei por tuas lembranças; todas doces lembranças que amargam em sua boca conferindo o gosto do fel, quando você se recorda do filho tão querido, tão amado, tão pretendido, tão cuidado.
Talvez a palavra que você deva usar, seja tão. Um adjetivo tão, mas tão, forte e importante como este amor e carinho que você conserva no peito. E, tudo isto tem nome: Pedrinho.
Eu sou um mero entregador de cartas que caminha sempre por lugares distantes e diferentes, então minha amiga não sei julgar.
Aliás, não julgo Nada e, desta forma não sei o que dizer sobre a ausência de seu filhote tão querido. Isto apenas me comove, me emociona porque a natureza fez a espiga completa, não um sabugo sem seus grãos de milho. Assim é que são as Mães quando perdem seus filhos.
Mães não nasceram para perder nunca.
Mães não foram preparadas para dar à luz e viver nas trevas.
Mães, minha querida, são todas iluminadas e, são os únicos seres que podem se confrontar com Deus, cara a cara e lhe pedir explicações.
É quase Natal, faltam apenas algumas horas e pra você minha amiga falta tudo... porque falta Pedro.
Sou um velho ermitão que vive isolado num lugar distante por opção, mas nunca me fiz ausente em nenhuma circunstância desta vida.
Ouvi seu clamor e, sei que em matéria de amor, carinho e gerar um filho você tem muito a me ensinar e, eu com esta minha carcaça velha posso apenas estender minha mão e segurar a sua com firmeza, e nunca deixar que você caia sobre si mesma, ou em alguma armadilha do destino.
Se precisar, minha amiga, conte cegamente comigo, apesar de não ter nada para ensinar a voce, eu posso ouví-la, Valma.
Léo S.Bella 23/12/2009
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